Sexta-feira, Abril 24, 2009

Para os refugiados de si.

O que será que te faz largar a bicicleta e sair correndo gritando provando pra si que não há motivo evidente pra viver sem retorno? O que será que te faz comprar tantas coisas das quais não precisa e te faz procurar com a garra mais forte do mundo uma garrafa de álcool que não te pergunte o que espera da vida? O que será que se esconde atrás dos muros e que te desperta a curiosidade, que te tira do sono mesmo que não tenha dormido à noite, o que será que seria da tua vida se não saísse do armário ou do bolso ou de dentro dos livros? O que será que te mete tanto medo que te faz sair de casa à noite procurando o perigo escondido , o que será que te mata com calma e dilui tuas cores, que te protegedo escuro e te molha por dentro? O que será que me foge o controle que me explica que de amor só se fala em voz baixa e a meia-luz, o que será que não tem nome mas eu grito chamando pra vir me buscar?

Eu ou tu, o personagem sempre se perde no final - que não existe-, quando deveria se encontrar. Não sentisse o aroma adocicado do melão apodrecendo na mesa, me puxando pra saborear um presente ultrapassado e não-inédito, poderia dizer que vivo a vida vizinha, bandida, clandestina, de não saber qual será a minha nova versão.

3 comentários:

C. disse...

As vezes é valido lembrar o dizer:
"Quando parecer não ter mais saída, ou quando parecer que as coisas, já estão perdidas. Então aja, so naõ fique parado."
C. bj

R. disse...

Paixão, é?

Luiz Guilherme disse...

vive é muito mais....e existir é o dobro disso...

http://lg7fortalezace.blogspot.com/

vlw